Estou pesquisando um assunto específico sobre uma deficiência animal (logo mais falarei aqui) e, nessas buscas, encontrei um Blog muito legal, o Cachorros Especiais.
Tenho muito interesse pelo tema, ate por já ter tido/ter animaizinhos deficientes especialíssimos, nos quais sempre acreditei e busquei alternativas para bem-estar, recuperacao e qualidade de vida.
E, agora, com o IL CAGNOLINO, pretendo trocar experiências com outras pessoas, para que possam fazer o mesmo quando se depararem com uma situacao delicada como essa: um animal deficiente que requer cuidados específicos.
O Blog Cachorros Especiais aborda diversos aspectos e noticías sobre o assunto. Eu tenho bebido daquela fonte em minhas pesquisas.
Fica a dica para quem mais puder interessar: http://cachorrosespeciais.blogspot.com.br/
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domingo, 21 de julho de 2013
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
ANIMAIS DEFICIENTES - Esvaziando a bexiga de cães fêmeas!
Pessoal, tenho recebido perguntas de pessoas com animais deficientes que retém as fezes e/ou urina e como fazer para eliminá-los!
Realmente, é muito importante estar de olho nisso. Os excrementos não podem ficar retidos!
Se não está saindo espontaneamente, temos que fazer alguns procedimentos para esvaziar.
A retenção pode provocar sérias infecções (o que é comum nos casos deles), então devemos evitar o máximo possível.
Se você tem dúvidas se seu animal está retendo ou não, procure orientação veterinária, aliás, procure sempre, ele irá te orientar sobre tudo.
Como eu disse em outras postagens, o meu cão (macho) não retinha (ficava pingando o xixi e o cocô saía espontaneamente), ele tinha incontinência (o que, quanto ao prejuízo da retenção, era algo "positivo").
Voltando ao início, como me perguntam como faz para ajudar a esvaziar bexiga, resolvi dar uma pequena explicação sobre. É muito simples, mas tem que ter cuidado para não machucar o animal e dar tudo certo! Com o tempo, a gente pega o jeito e fica bem fácil.
Mesmo com o meu que esvaziava espontaneamente, à noite e quando eu podia, eu esvaziava, pois assim evitava de ficar pingando e ele ficava seco por mais tempo (até encher novamente e começar a gotejar de novo).
Bem, como meu cachorrinho era macho, eu conheço a técnica do macho, que é diferente da fêmea, naturalmente. Vou fazer um protocolinho do macho, mas por ora pedi uma ajuda para um amigo muito especial, o Gustavo.
Ele também teve uma dachshund (muito especial também), que marcou indelevelmente a vida dele e da família. Ela se foi este ano (assim como o meu dach), poucos meses depois, deixando muitas saudades e aprendizado (uma pequena parte da "prática" estamos aqui, dividindo com vocês).
Eu e esse amigo dividimos muitos (se não todos) os momentos com nossos cães. Desde a época que estavam saudáveis, até quando apresentaram as lesões na coluna, dividimos os medos, as preocupações, as esperanças, os anseios, as buscas incessantes na tentativas de tratamento, cura, reabilitação, na melhor forma de buscar o bem-estar para nossos pequenos amiguinhos. Foram longos caminhos até poucos meses atrás quando nos despedimos dos nossos cãezinhos. Muitas lições e muitas, muitas alegrias.
Aproveito a oportunidade para deixar minha homenagem para a July!
Suca e July, que vocês possam estar correndo livres - de cadeirinhas de rodas inclusive (ou sem elas, afinal nao devem precisar delas) - num lugar que mereçam estar!
Bem, voltando ao assunto que me trouxe aqui, a meu pedido, o Gustavo me mandou um protocolozinho muito bom sobre como esvaziar bexiga de fêmeas com paralisia (de membros posteriores, principalmente), de quebra tem outras dicas muito importantes.
Segue abaixo.
Se alguém quiser falar diretamente com o Gustavo, deixe um comentário com seu e-mail que coloco vocês em contato, ele ficará feliz em ajudar!
"A July, quando ficou paralitica, perdeu o controle nervural do "fazer coco e xixi", portanto ela sozinha nao fazia, como você sabe.
Quanto ao xixi:
No começo, não sabíamos lidar com a situação e o que aconteceu foi que a bexiga dexa encheu, encheu, ela ficou com uma barrigona e depois começou a vazar xixi sozinho, mas isso nunca conseguiu drenar todo o xixi.
O passo seguinte, juntamente com auxilio do médico Veterinário foi instalar um dreno via "periquita". 3 vezes por dia, íamos com um seringa e puxavamos o xixi via sonda. Foi assim por 1 a 2 meses.
O passo seguinte foi remover a sonda e massagear (apertar) a bexiga dela manualmente para expulsar o xixi. E era assim que fazíamos sempre, nesses últimos quase 4 anos que ela viveu assim.
Quanto ao cocô:
Dando ração de qualidade boa, a quanteidade de cocô já naturalmente diminui e fica com boa consistência. Desde o início, quando o instestino enchia, o cocô saia sozinho, e em quantidade razoável. Com o passar do tempo, nos "ajustamos" e a July também, assim sendo, toda vez que íamos "aperta-la" no banheiro para o Xixi, o cocô saia junto, em quantidade equivalente a ela fazer cocô sozinha.
Como fazíamos:
3 vezes ao dia, pela manhã ao acordar, cerca de umas 17-18hs e antes de dormir, levávamos ela pro banheiro, apoiávamos a "bundinha" / parte do tronco dela no vaso sanitário e "apertávamos". Depois disso, limpávamos com papel higiênico.
Ela se adaptou super bem, ao ponto de algumas vezes ela mesmo pedir pra ir ao banheiro quando estava na hora.
Dica:
Dar ração de boa qualidade, evitar dar alimentos humanos (coisa bem difícil com os comilões salsishas!). Deixar sempre muita água a disposição, pois muita água ajuda a urina não ficar muito concentrada e o cocô ter boa cosistência. Ficar atento para qualquer cocô mole ou cor da urina (evitar sistite, etc).
Riscos:
Vivendo dessa maneira, os riscos de infecção na bexiga / instestino são bem maiores. A parede do intestino tende a mudar de espessura, e infecções são muito fáceis de se proliferarem, devido ao animal depender 100% de ajuda para expelir. Infelizmente o que provocou a morte da nosso anjinho Juju foi uma infecção que se alastrou rapidamente, mesmo nós, a Juju e o veterinário lutarmos por alguns dias. Portanto, ficar muito atento para qualquer cocô mole ou xixi de outra cor.
Notas finais:Depois de adaptada, tanto com o carrinho, quanto com a nova lógica de xixi e cocô, enfim, com a nova vida, a Juju viveu muito feliz nesses últimos 4 anos. Ela corria, brincava, fazia palhaçada e continuou a fazer de nós os donos mais felizes do mundo. Tudo o que fizemos por ela foi quase nada, se levarmos em conta o tanto de alegria que ela sempre nos trouxe. Paro por aqui, pois as lágrimas já me dominam. Desde o dia 19/Julho/12 eu peço a Deus que cuide bem dela e que aproveite a dádiva de estar perto dela."
Quanto ao xixi:
No começo, não sabíamos lidar com a situação e o que aconteceu foi que a bexiga dexa encheu, encheu, ela ficou com uma barrigona e depois começou a vazar xixi sozinho, mas isso nunca conseguiu drenar todo o xixi.
O passo seguinte, juntamente com auxilio do médico Veterinário foi instalar um dreno via "periquita". 3 vezes por dia, íamos com um seringa e puxavamos o xixi via sonda. Foi assim por 1 a 2 meses.
O passo seguinte foi remover a sonda e massagear (apertar) a bexiga dela manualmente para expulsar o xixi. E era assim que fazíamos sempre, nesses últimos quase 4 anos que ela viveu assim.
Quanto ao cocô:
Dando ração de qualidade boa, a quanteidade de cocô já naturalmente diminui e fica com boa consistência. Desde o início, quando o instestino enchia, o cocô saia sozinho, e em quantidade razoável. Com o passar do tempo, nos "ajustamos" e a July também, assim sendo, toda vez que íamos "aperta-la" no banheiro para o Xixi, o cocô saia junto, em quantidade equivalente a ela fazer cocô sozinha.
Como fazíamos:
3 vezes ao dia, pela manhã ao acordar, cerca de umas 17-18hs e antes de dormir, levávamos ela pro banheiro, apoiávamos a "bundinha" / parte do tronco dela no vaso sanitário e "apertávamos". Depois disso, limpávamos com papel higiênico.
Ela se adaptou super bem, ao ponto de algumas vezes ela mesmo pedir pra ir ao banheiro quando estava na hora.
Dica:
Dar ração de boa qualidade, evitar dar alimentos humanos (coisa bem difícil com os comilões salsishas!). Deixar sempre muita água a disposição, pois muita água ajuda a urina não ficar muito concentrada e o cocô ter boa cosistência. Ficar atento para qualquer cocô mole ou cor da urina (evitar sistite, etc).
Riscos:
Vivendo dessa maneira, os riscos de infecção na bexiga / instestino são bem maiores. A parede do intestino tende a mudar de espessura, e infecções são muito fáceis de se proliferarem, devido ao animal depender 100% de ajuda para expelir. Infelizmente o que provocou a morte da nosso anjinho Juju foi uma infecção que se alastrou rapidamente, mesmo nós, a Juju e o veterinário lutarmos por alguns dias. Portanto, ficar muito atento para qualquer cocô mole ou xixi de outra cor.
Notas finais:Depois de adaptada, tanto com o carrinho, quanto com a nova lógica de xixi e cocô, enfim, com a nova vida, a Juju viveu muito feliz nesses últimos 4 anos. Ela corria, brincava, fazia palhaçada e continuou a fazer de nós os donos mais felizes do mundo. Tudo o que fizemos por ela foi quase nada, se levarmos em conta o tanto de alegria que ela sempre nos trouxe. Paro por aqui, pois as lágrimas já me dominam. Desde o dia 19/Julho/12 eu peço a Deus que cuide bem dela e que aproveite a dádiva de estar perto dela."
| July! (Agradecimento ao Gustavo e Cristiane que mandaram a foto) |
segunda-feira, 25 de junho de 2012
DÚVIDA DA ANA - Gatinha deficiente
Pergunta da Ana
Respondendo:
Ana, se ela faz algum movimento com a patinha, significa que ela tem sensibilidade (chama-se dor profunda), não perdeu toda a capacidade de movimentação.
Isso é uma boa notícia, pois pode haver chance de ela recuperar os movimentos.
Eu iria te pedir para verificar justamente isso, se ela tem essa dor profunda (não é uma dor propriamente dita, mas se sente a pata). Apertar, dar uma cutucadinha, fazer algo e verificar como reage. Se ela não esboçasse nenhuma reação, então é um indício de que o caso é irreversível mesmo.
Mas, no caso dela, você já adiantou dizendo que ela tem dor profunda, ou seja, tem sensibilidade.
Agora seria hora de investigar isso.
Se é um problema de nascença, se foi atropelada, algum acidente, se é doença adquirida.
Com alguns exames você saberá. Esses exames são importantes porque, por exemplo, se for uma lesão recente, as chances de reversão aumentam muito. Por isso vale a pena.
Se for algo de nascença, uma anomalia incurável, então difilmente reverterá, mas faça os exames para se certificar de qual a causa dessa perda de movimentos.
Existe pelo menos uma doença que eu tenho conhecimento que deixa o animal "descadeirado", exatamente nessa situação. Neste caso, também pode haver reversão na medida que a doença for tratada.
Por isso tudo a importância de fazer exame, pelo menos um raio-x.
E, se for coluna, por ter dor profunda, uma cirurgia pode ser indicada e resolver!
Só de ela ter sensibilidade é uma grande coisa. Se ela não tivesse, não haveria muito o que fazer.
Você verificou se ela tem dor de dor mesmo?
Sobre a incontinência, não tem erro, se ela soltar o xixi e cocô sozinha, ok. Isso você perceberá. Pelo que disse o xixi saiu sozinho, certo?
Você irá saber se ela tem controle vetificando se faz tufo de uma vez ou fica pingando.
Se sai tudo de uma vez, indica que ela faz sozinha.
Se fica pingando, ela não controla, mas sai sem ajuda.
Se não sair, você terá que ajudar. Mesmo que seja o caso, não é nada de outro mundo. Você não tem que ficar 24h com ela. Claro que terá que dar atenção maior do que os outros gatos, mas basta de organizar para fazer essa tarefa. Precisaria esvaziar a bexiga no mínimo 3 vezes ao dia. Exemplo, uma de manhã, outa meio do dia, outra à noite. A da manhã e noite você pode fazer antes de sair e quando volta do trabalho. A do meio do dia, veja se alguém pode dar uma ajuda. Na pior das hipóteses, inicie com duas. O ideal é até esvaziar mais vezes, e o importante é não deixar que ela retenha o dia todo, entende?
Idem para o cocô.
No mais, se ela come e bebe água normalmente, vida normal.
Apenas deixe-a num lugar que ela possa se abrigar do tempo. E eles se viram. Não tem necessidade de cuidados 24h, apenas essas adaptações.
Se você encontrar alguém que queira adotá-la e esteja disposto a cuidar bem, ok. Mas não é muito comum que as pessoas queiram animais deficientes, né? Por isso não desista dela, não sacrifique, não desanime e nem se desespere.
Tenho o meu cachorrinho paralítico há mais de 5 anos e levo vida normal. Os cuidados específicos com ele já estão todos adaptados. A gente não fica refém da situação. É viável ter um animal deficiente.
Todas as orientações que passo são baseadas nas minhas experiências pessoais. Quando digo isso significa isso ou aquilo, são indícios, pelo que presenciei e como lidei.
É importante seguir recomendação veterinária, por todos os motivos que falei.
Resumindo, o que é mais urgente: ver se está fazendo xixi e cocô e se está comendo, bebendo água normalmente. Deixar num local abrigado do tempo. Menos urgente, para os próximos dias, investigue a causa disso. Quanto mais rápido, msiores chances de reversão. A curto prazo, tratar se for tratável (medicação, fisioterapia, avupuntura) e possível. Se não tratável (irreversível), providenciar adaptações, tslvez uma cadeirinha de todas.
Volte a dar notícias, como está lidando.
Até e boa sorte! Vai dar certo e ser menos ruim do que imagina.
sábado, 23 de junho de 2012
ANIMAIS DEFICIENTES - lesões de contato
Aproveitando o gancho da pergunta sobre a gatinha deficiente, vim falar sobre lesao de contato.
O que é isso?
Quando o animal deficiente nao se locomove normalmente e, não tendo dor, a tendência é que se arraste.
Meu cachorrinho só não se arrastava enquanto tinha dores nos primeiros dias da paralisia. Logo já começou a se virar sozinho. Não passava aperto, se arrastava rapidinho e se adaptou com facilidade à sua nova condição!
Como eu relatei numa postagem anterior, ele não quis a cadeirinha de rodas, então o arrastamento tem sido sua forma de locomoção.
Hoje em dia, algumas partes das patinhas traseiras têm pequenos calos. De tanto raspar no chão, feriu e foi formando um tipo de couro duro no local.
Para evitar essas lesões de contato, o ideal é que o animal utilize a cadeirinha de roda e não se arraste, mas na impossibilidade, inviabilidade, temos que cuidar para não lesionar e tratar quando ocorrer.
Os primeiros locais que apresentam feridas são as partes mais grossinhas, as articulações. É comum ralar, esfolar. Como o animal não tem sensibilidade nessas área, ele nem irá se incomodar se estiver machucando e vai se arrastar até sangrar.
Para tentar evitar isso, tente envolver com esparadrapo micropore. Será como uma proteção, espécie de joelheira ou cotoveleira. Não use esparadrapo grosso, que arranca os pêlos ao retirar. Melhor o micropore. Aplique com o pêlo seco e se já tiver feridinhas, passe uma pomada cicatrizante antes. Não se esqueça se trocar com frequência, pois ficará logo sujo. Pode ser que descole sozinho por causa do arraste, limpa o local e coloque novamente.
Se não for possível fazer esse tipo de proteção/curativo, limpe as feridas que surgirem e passe sempre uma pomadinha cicatrizante.
Eu uso no meu cão Dermolene e Alantol. Alantol tem a vantagem de, além de ser pastosa e aderir melhor na pele, afasta o pouso de moscas, o que é excelente. Feridas abertas atrairão moscas, podendo inclusive criar berne no local (mosca pousa, bota ovos, que gerarão larvas).
No mais, tem que adaptar o piso para que ao se arrastar, fira o menos possível. Falei disso com detalhes numa postagem anterior.
DUVIDAS - Gata deficiente
Respondendo a pergunta deixado sobre cuidados de uma gatinha deficiente:
Como cuidar de um animal deficiente recem-chegado?
Primeiramente, verifique qual o tipo de deficiencia, se o animalzinho tem dor, se corre risco de vida, se precisa de cuidados de emergência (ferida aberta, febre, sangramento etc).
Se for caso de emergência, naturalmente o animal deve ser levado a um veterinário de imediato!
Atenção, universidades que ministram curso de medicina veterinária geralmente tem hospital veterinário de atendimento ao publico gratuito. Portanto, se nao tiver condicoes de pagar um vet, procure um local desses, vou fazer uma busca e deixar aqui no blog!
Voltando ao assunto, se verificar que o animal esta aparentemente bem ( come, bebe água sozinho), ainda é importante leva-lo a uma consulta para averiguar melhor a deficiência, se é reversível, possíveis tratamentos etc, mas já esteja atento para cuidar da melhor forma possível do bichinho.
Providencie um local em que o animalzinho esteja seguro. Se nao conseguir se locomover sozinho, um local fechado, abrigado de frio, sem que haja perigos de quedas.
Como cada caso é um caso, vou direcionar essa postagem à pessoa que pediu orientação sobre uma gatinha sem movimento nas patas posteriores.
Após locar em um lugar seguro, com uma caminha, comida e água disponíveis, veja se está fazendo xixi e coco. Ainda que tenha perdido o controle das necessidades fisiológicas, pode ser que o xixi e coco saiam sozinhos. Se sair, é só manter o local limpo. Forre com jornal, que absorve o xixi, troque de tempos em tempos, conforme a necessidade e sua disponibilidade e recolha o coco.
Ofereça uma ração que nao solte o intestino, coco mole vai piorar a situação. No caso de intestino solto, um pedacinho de pão é uma dica para prender o intestino até o vet medicar. Mas procure uma ração que deixe o coco durinho.
Se o xixi e coco nao estiverem saindo sozinhos, você terá que ajudar a eliminar, pois retenção pode causar infecções, se nao elimina e fica no corpo favorece colonização por bactérias.
Em machos, acho que pela própria conformação do corpo, é mais comum sair tudo sozinho. Já em fêmeas, há mais possibilidade de ter que ajudar a eliminar.
Como fazer isso?
Inicie com uma massagem no abdomem.
Isso já deve ajudar e começar a excretar.
O meu cachorrinho paralítico elimina sozinho, ou seja, tem incontinência, mas algumas vezes eu ajudo na eliminação, pois sai tudo de uma vez só e evita ficar pingando xixi, deixando úmido.
Como eu faço?
So de ele se arrastar e movimentar o corpinho, xixi e coco vão saindo.
Massageio levemente, fazendo uma pequena pressão com um dedo entre o saquinho e o pênis.
Eu já criei uma técnica que quando faço isso o xixi sai todinho em jatos. Ainda com os dedos com leve pressão nesse local, já alcanço o canal anal e é possível sentir que as fezes estão passando por ali e logo saem.
Se o animal nao soltar sozinho urina e fezes durante umas 12h, já é caso de ter que ajudar, está retendo. Eu contei como eu tenho feito com meu cão, mas peca uma orientação a um veterinário se tiver dificuldades. Nao deixe que o animal fique por mais de 12 h sem fazer xixi e coco.
Quando o animal retém, a eliminação deve ser feita no mínimo 2 vezes ao dia, se nao pode causar infecções.
Outra questão: arrastar-se e se ferir.
Se o animal nao tem dor, ele ira se arrastar para se locomover. Como já falei, deve providenciar um piso adequado, cuide para que ele nao fira (na medida do possível) as partes do corpo que estão em contato com o chão.
O arrastamento provoca lesões na pele, que podem ser difíceis de sarar. Se começar a fazer calinhos, tente colocar um esparadrapo no local (geralmente nas articulações), como uma joelheira ou cotoveleira para proteção. Troque sempre. Havendo feridas, trate normalmente, antiseptico e alguma medicação cicatrizante. Devido à umidade, eles podem assar com facilidade.
Procure uma pomada para evitar, proteger, tratar. Eu uso Dermolene.
As moscas.
Devo lembrar que o local onde animais com incontinência fisiológicas pode atrair moscas, devido o xixi constante. Claro, o ideal é manter limpo, mas entre uma lavada e outra fique atento as moscas que podem aparecer. Eu costumo fazer uma solução de citronela + álcool e gotejar no local, para manter as moscas afastadas. No próprio animalzinho, pode pingar umas gotinhas de anti-pulgas, que irá afastar pouso de moscas.
Ao dono da gatinha: entre em contato novamente, diga como vão as coisas, que vou te ajudando!
domingo, 10 de junho de 2012
ANIMAIS DEFICIENTES - incontinência urinária e fecal
Bem, vou tratar de como cuidar de um animal que apresenta incontinência urinária e fecal.
Como eu disse, tenho um dachshund paralítico que não segura o xixi e o cocô, ou seja, não tem mais o controle voluntário dos órgãos excretores.
O que acontece nesses casos?
No caso do meu cachorro, o xixi fica pingando constantemente, de pouquinho em pouquinho. E o cocô vai saindo sozinho quando ele me movimenta.
De início, devo ressaltar que eu já tentei algumas formas de minimizar as consequencias disso.
Primeiro tentei colcar fralda. Apesar de ser ecologicamente inadequado, eu tentei. Não deu certo, deu assaduras severas. Isto porque tal como um humano, a umidade do xixi causa lesōes, por isso tem wue ser limpo e trocado várias vezes ao dia. Essa ideia não me agradou porque, além de gastar muitas fraldas, minha intenção era deixá-lo o mais independente possível, sem necessitar da minha presença tantas vezes ao dia, já que apenas eu que cuido dele.
Descartei o uso de fraldas.
Pensei num sistema de sonda, mas sem intodução interna, porque isso iria irritar muito mais o canal urinário dele. Adquiri alguns materias em loja de enfermagem, equipo etc, e tentei unir o caninho ao prepúcio, para que o xixi corresse direto desse caninho para uma bolsa externa. Não deu certo, não consegui aderir o equipo ao prepúcio, debido estar sempre molhado, qualquer fita adesiva descolava a vazava.
Percebi então que o menos pior era deixar pingar e mante o local e ele limpos. Para reduzir a umidade, esvazio a bexiga pelo nenos uma vez ao dia, para que demore mais para voltar a gotejar. Faço isso antes de colocá-lo para dormir e ele fica até quase de manhã seco, quando a bexiga já encheu novamente.
Como esvazio a bexiga?
Pressiono um local onde ficaria o saco escrotal (ele foi castrado e extraiu o escroto), com o tempo fui sabendo exatamente onde pressionar e a urina sai toda em jato, esvaziando toda a bexiga. Isso tem que ser feito com cuidado para não machucar. Na verdade nem precisa apertar com força, apenas localizar o local exato da bexiga e fazer uma leve pressão que sai todo o xixi.
Por ele ser macho, é assim que funciona. Já contei de um amigo que tem uma dachshund fêmea paralítica e, embora ela também não tenho controle do xixi e cocô, provavelmente pela própria formação o aparelho feminino, os excrementos dela não saem naturalmente, ou seja, alguém precisa fazer a extração várias vezes ao dia. A vantagem do caso da fêmea é que ela não se suja, pois a pessoa controla a retirada do xixi, cocô. Por outro lado, além de ela ficar mais dependente do dono, apresenta com maior frequenca infecção de urina, pois retèm por mais tempo o xixi.
Infecção de urina é comum nos casos desses animais, por todas as razões ditas, mas talvez por não reter o xixi, meu dach teve raríssimas vezes.
Quanto ao cocô, no decorrer do dia as bolinhas vão saindo sozinhas. Também é possível fazer uma leve massagem na região do esfíncter, canal anal, pelo abdomem mesmo, e todas as fezes saem.
Por isso tudo, temos que tomar muito cuidado com o intestino dele. Se ele apresenta diarreia ou intestino solto é em caos! Tomo cuidado para não acontecer, ofereço uma ração que garante que as fezes saiam bem durinhas. Faz pouquíssima sujeira.
E é assim que tenho lidado com essa questão. Conforme vão surgindo inconvenientes, vou readaptando. Ele fica bem o dia todo sem a necessidade de extrair a urina e fezes, porque saem sozinhas. Claro que sai em qualqer lugar, porque ele não controla, mas tomando tods os cuidados, não faz tanta sujeira quanto possa parecer e dá para administrar muito bem!
ANIMAIS DEFICIENTES - Adaptações no ambiente
Voltando ao assunto, vim falar de como adaptei o ambiente onde vive o meu dachshund paralítico.
Como ele não usa a cadeirinha, como expliquei em postagem anterior, tive que criar um ambiente onde ele pudesse se locomover arrastando-se sem fazer muitas feridas de contato.
Num canil de tamanho razoável, com duas áreas, uma coberta e outra não, coloquei no chão passadeiras.
De início, usei plástico, desses de cobrir mesa de refeição. Por ser liso, deu certo para ele se arrastar, mas além de ser fino, mantendo as irregularidades do chão, pois o plástico toma a forma do chão, o maior inconveniente era a umidade que acumulava sob esses plásticos e criou mofo, fungo, bolor.
Quando a plástico ficava muito sujinho, velho, rasgando, eu jogava fira e colova um novo, a cada 2, 3 meses.
Essa é uma opção barata na falta de algo melhor, mas os fungos que fornavam ali deram uma dermatite de lele no meu cachorrinho. Como ele fica com bastante contato com o chão, facilitou.
Tentei outro material, um tipo de emborrachado cm furinhos, que permite secagem maior da umidade sob o material. Esses emborrachados têm a vantagem de ser mais espessos, fazendo que fique mais macio, maus amortecido o contato.
Quanto à funcionalidade, deu certo, não tive mais problemas com fungos, o inconeviente é o preço.
Esses emborrachos são vendidos em lojas de materiais de construção, por metro, tem de várias espessuras, mas não são tão baratos quanto o plástico fino. Para evitar infecção por fungos, vale a pena, por há dermatites difíceis de tratar.
Atualmente os emborrachados estão na área desciberta, são facilmente laváveis e permitem a evaporação da umidadr das águas de chuva e sereno.
Já na parte coberta, além do emborrachado, eu coloco uma forragem de jornal, principslmente à noite, para absorver o xuxi e ele não ficar úmido. Coloco bastante folhas em todo o chão da parte coberta e troco diariamente. No frio, o jornal ajuda a manter o local aquecido, pous serve de isolante térmico.
Ainda nessa área coberta onde ele dorme, coloco um paninho no qual ele deita. São pequenos pedaços de pano, que também troco diariamente, pois ficam molhados. A cada troca coloco um paninho limpo e lavo o sujo, e os sujos, quando encardidos, jogo fora.
Por fim, em época de frio, após ele deitar no paninho, como uma caminha, ainda cubro-o com uma cobertinha. Naturalmente ele se mexe, sai do lugar, então a cobertinha também tem que ser trocada com certa frequencia. Tambem faço cabanas com caixa de papelão para proteger do frio.
Com todo esse protocolo, ele fica muito pouco úmido, tem poucas assaduras e dorme bem quentinho.
Um detalhe, o cocô, por ser durinho, não faz sujeira, apenas recolho as bolinhas quando limpo, todo dia. E, antes de dormir, esvazio manualmente a bexiga dele, assim ele fica sem pingar xixi por um tempo, mais tempo sequinho.
Por fim, regularmente lavo todo o local, retiro os emborrachados também e lavo-os, desinfeto o local com um pouco creolina na água (deixo ele longe até secar tudo) e volto a fazer toda essa forragem.
Tem dado certo!
ANIMAIS DEFICIENTES - Cadeira de rodas
Há algum tempo no mercado cadeira de rodas para animais deficientes, em especial àqueles que perderam movimento das patas traseiras.
Como disse, eu tenho um dachshund com essa deficiência.
Há algumas empresas especializadas nisso. A do meu cachorrinho, eu encomendei com uma estudante de veterinária que fazia artesanalmente a cadeirinha, era mais barato do que as de empresas.
Logo que ele apresentou o problema e eu tinha esperanças de que ele pudesse recuperar os movimentos, eu adquiri a cadeirinha como um suporte de fisioterapia.
A cadeirinha ficou pronta rapidinho e chegou pelos Correios.
Como é feita sem medir e ver o animal pessoalmente, eu enviei as medidas pedidas, precisou de alguns pequenos ajustes, mas tudo calculado, com fitas extensoras etc. O que não ficou no lugar correto pode ser ajustado.
Ajustei tudo e ficou boa.
Porém, o meu cachorrinho não gostou dela e se recusava a andar com ela. Antes do problema, ele não andava com coleira, guia, ficava paralisado quando colocava a guia até tirarmos. Talvez esse fato tenha contribuído para a revusa.
Outro fato que me pareceu relevante é a de wue especificamente o meu cão é bem pequenininho e leve, pesa cerca de 3 kg, e, embora leve, por ele ser bem pequeno, o peso da cadeirinha ficou um pouco excessivo a ele.
Das poucas vezes que ele andou forçado com a cadeirinha, era perceptível que ele fazia um esforço para puxá-la, era como um cavalo puxando uma corroça pesada! Já vi casis de cães maiores que tiveram mais facilidade, justamente por serem bem mais pesados que a própria cadeirinha e puxá-la não ser algo penoso.
Como a coluna dele tinha acabado de sofrer uma grande lesão, não achei que valia a pena mantê-lo esforçando-se para puxar a cadeirinha pesada para ele.
No mais, assim que as dores passara (nas primeiras semanas ele teve muita dor), ele se arrastava com muita facilidade, por ser levinho, rapidamente, com muito mais desenvoltura do que com a cadeirinha. Claro que o arraste provoca outros problemas, como ferimentos, mas tratarei disso em outra postagem.
Tenho em conhecido cuja dachshund fêmea também sofre da mesma deficiência. Ele adquiriu uma cadeirinha de empresa especializada e disse que mecanicamente é muito bem feita e que valeu a pena o gasto a mais. A cachorrinha dele usa e gosta!
Cada caso é um caso!
A experiência do meu cachorrinho com a cadeirinha foi essa. Compraria de novo, porque só testando saberia se funcionaria ou não. Se ele fosse grandão, talvez o arraste ficasse bem dificultoso e a cadeirinha ajudasse bem mais.
Hoje em dia ele vive muito bem sem a cadeirinha, com algumas adapatações, das quais falarei adiante.
ANIMAIS DEFICIENTES - Cuidados
Vou iniciar uma série sobre animais deficientes e os cuidados que devemos ter com eles.
Tenho um cão paralítico de 13 anos. Ele ficou nessa condição aos 8 anos em decorrência de um problema de coluna recorrente na raça dele, dachshund.
Desde então, apesar dos tratamentos que foram feitos, ele não recuperou a sensibilidade e os movimentos da parte posterior do corpo. Ele não anda, apenas se arrasta, e ficou com incontinência urinária e fecal.
Hoje em dia, após alguns anos do ocorrido, a qualidade de vida dele está sob controle. Ele não sente dor.
Ele praticamente se vira sozinho e não depende tanto da gente quanto quem não vivenciou essa experiência pode imaginar.
Ele vive num canil adaptado, não usa cadeirinha de rodas, come bem e sempre aoresenta bons exames de saúde.
Alguns probleminhas devido a idade, mas todos contornáveis.
O único cuidado diário mesmo é a limpeza e troca da forragem da caminha dele, pois molha de xixi e cocô por causa da incontinência. O material que utilizo depende da época do ano, frio ou calor.
Todo dia, ao final, eu faço a limpeza e troca da forragem para que ele durma sequinho, até porque durante o dia ele sai da casinha coberta, toma sol, passeia, então não fica molhado.
No mais, os cuidados são como de qualquer cão, água, comida, remédios quando necessário, exames de rotina, vacibas, além de alguns cuidados extras que todo cão velhinho precisa e ele adora, como um cobertor quentinho!
Vou falando aos poucos de cada detalhe!
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