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domingo, 10 de junho de 2012

ANIMAIS DEFICIENTES - incontinência urinária e fecal

Bem, vou tratar de como cuidar de um animal que apresenta incontinência urinária e fecal. Como eu disse, tenho um dachshund paralítico que não segura o xixi e o cocô, ou seja, não tem mais o controle voluntário dos órgãos excretores. O que acontece nesses casos? No caso do meu cachorro, o xixi fica pingando constantemente, de pouquinho em pouquinho. E o cocô vai saindo sozinho quando ele me movimenta. De início, devo ressaltar que eu já tentei algumas formas de minimizar as consequencias disso. Primeiro tentei colcar fralda. Apesar de ser ecologicamente inadequado, eu tentei. Não deu certo, deu assaduras severas. Isto porque tal como um humano, a umidade do xixi causa lesōes, por isso tem wue ser limpo e trocado várias vezes ao dia. Essa ideia não me agradou porque, além de gastar muitas fraldas, minha intenção era deixá-lo o mais independente possível, sem necessitar da minha presença tantas vezes ao dia, já que apenas eu que cuido dele. Descartei o uso de fraldas. Pensei num sistema de sonda, mas sem intodução interna, porque isso iria irritar muito mais o canal urinário dele. Adquiri alguns materias em loja de enfermagem, equipo etc, e tentei unir o caninho ao prepúcio, para que o xixi corresse direto desse caninho para uma bolsa externa. Não deu certo, não consegui aderir o equipo ao prepúcio, debido estar sempre molhado, qualquer fita adesiva descolava a vazava. Percebi então que o menos pior era deixar pingar e mante o local e ele limpos. Para reduzir a umidade, esvazio a bexiga pelo nenos uma vez ao dia, para que demore mais para voltar a gotejar. Faço isso antes de colocá-lo para dormir e ele fica até quase de manhã seco, quando a bexiga já encheu novamente. Como esvazio a bexiga? Pressiono um local onde ficaria o saco escrotal (ele foi castrado e extraiu o escroto), com o tempo fui sabendo exatamente onde pressionar e a urina sai toda em jato, esvaziando toda a bexiga. Isso tem que ser feito com cuidado para não machucar. Na verdade nem precisa apertar com força, apenas localizar o local exato da bexiga e fazer uma leve pressão que sai todo o xixi. Por ele ser macho, é assim que funciona. Já contei de um amigo que tem uma dachshund fêmea paralítica e, embora ela também não tenho controle do xixi e cocô, provavelmente pela própria formação o aparelho feminino, os excrementos dela não saem naturalmente, ou seja, alguém precisa fazer a extração várias vezes ao dia. A vantagem do caso da fêmea é que ela não se suja, pois a pessoa controla a retirada do xixi, cocô. Por outro lado, além de ela ficar mais dependente do dono, apresenta com maior frequenca infecção de urina, pois retèm por mais tempo o xixi. Infecção de urina é comum nos casos desses animais, por todas as razões ditas, mas talvez por não reter o xixi, meu dach teve raríssimas vezes. Quanto ao cocô, no decorrer do dia as bolinhas vão saindo sozinhas. Também é possível fazer uma leve massagem na região do esfíncter, canal anal, pelo abdomem mesmo, e todas as fezes saem. Por isso tudo, temos que tomar muito cuidado com o intestino dele. Se ele apresenta diarreia ou intestino solto é em caos! Tomo cuidado para não acontecer, ofereço uma ração que garante que as fezes saiam bem durinhas. Faz pouquíssima sujeira. E é assim que tenho lidado com essa questão. Conforme vão surgindo inconvenientes, vou readaptando. Ele fica bem o dia todo sem a necessidade de extrair a urina e fezes, porque saem sozinhas. Claro que sai em qualqer lugar, porque ele não controla, mas tomando tods os cuidados, não faz tanta sujeira quanto possa parecer e dá para administrar muito bem!

ANIMAIS DEFICIENTES - Adaptações no ambiente

Voltando ao assunto, vim falar de como adaptei o ambiente onde vive o meu dachshund paralítico. Como ele não usa a cadeirinha, como expliquei em postagem anterior, tive que criar um ambiente onde ele pudesse se locomover arrastando-se sem fazer muitas feridas de contato. Num canil de tamanho razoável, com duas áreas, uma coberta e outra não, coloquei no chão passadeiras. De início, usei plástico, desses de cobrir mesa de refeição. Por ser liso, deu certo para ele se arrastar, mas além de ser fino, mantendo as irregularidades do chão, pois o plástico toma a forma do chão, o maior inconveniente era a umidade que acumulava sob esses plásticos e criou mofo, fungo, bolor. Quando a plástico ficava muito sujinho, velho, rasgando, eu jogava fira e colova um novo, a cada 2, 3 meses. Essa é uma opção barata na falta de algo melhor, mas os fungos que fornavam ali deram uma dermatite de lele no meu cachorrinho. Como ele fica com bastante contato com o chão, facilitou. Tentei outro material, um tipo de emborrachado cm furinhos, que permite secagem maior da umidade sob o material. Esses emborrachados têm a vantagem de ser mais espessos, fazendo que fique mais macio, maus amortecido o contato. Quanto à funcionalidade, deu certo, não tive mais problemas com fungos, o inconeviente é o preço. Esses emborrachos são vendidos em lojas de materiais de construção, por metro, tem de várias espessuras, mas não são tão baratos quanto o plástico fino. Para evitar infecção por fungos, vale a pena, por há dermatites difíceis de tratar. Atualmente os emborrachados estão na área desciberta, são facilmente laváveis e permitem a evaporação da umidadr das águas de chuva e sereno. Já na parte coberta, além do emborrachado, eu coloco uma forragem de jornal, principslmente à noite, para absorver o xuxi e ele não ficar úmido. Coloco bastante folhas em todo o chão da parte coberta e troco diariamente. No frio, o jornal ajuda a manter o local aquecido, pous serve de isolante térmico. Ainda nessa área coberta onde ele dorme, coloco um paninho no qual ele deita. São pequenos pedaços de pano, que também troco diariamente, pois ficam molhados. A cada troca coloco um paninho limpo e lavo o sujo, e os sujos, quando encardidos, jogo fora. Por fim, em época de frio, após ele deitar no paninho, como uma caminha, ainda cubro-o com uma cobertinha. Naturalmente ele se mexe, sai do lugar, então a cobertinha também tem que ser trocada com certa frequencia. Tambem faço cabanas com caixa de papelão para proteger do frio. Com todo esse protocolo, ele fica muito pouco úmido, tem poucas assaduras e dorme bem quentinho. Um detalhe, o cocô, por ser durinho, não faz sujeira, apenas recolho as bolinhas quando limpo, todo dia. E, antes de dormir, esvazio manualmente a bexiga dele, assim ele fica sem pingar xixi por um tempo, mais tempo sequinho. Por fim, regularmente lavo todo o local, retiro os emborrachados também e lavo-os, desinfeto o local com um pouco creolina na água (deixo ele longe até secar tudo) e volto a fazer toda essa forragem. Tem dado certo!

ANIMAIS DEFICIENTES - Cadeira de rodas

Há algum tempo no mercado cadeira de rodas para animais deficientes, em especial àqueles que perderam movimento das patas traseiras. Como disse, eu tenho um dachshund com essa deficiência. Há algumas empresas especializadas nisso. A do meu cachorrinho, eu encomendei com uma estudante de veterinária que fazia artesanalmente a cadeirinha, era mais barato do que as de empresas. Logo que ele apresentou o problema e eu tinha esperanças de que ele pudesse recuperar os movimentos, eu adquiri a cadeirinha como um suporte de fisioterapia. A cadeirinha ficou pronta rapidinho e chegou pelos Correios. Como é feita sem medir e ver o animal pessoalmente, eu enviei as medidas pedidas, precisou de alguns pequenos ajustes, mas tudo calculado, com fitas extensoras etc. O que não ficou no lugar correto pode ser ajustado. Ajustei tudo e ficou boa. Porém, o meu cachorrinho não gostou dela e se recusava a andar com ela. Antes do problema, ele não andava com coleira, guia, ficava paralisado quando colocava a guia até tirarmos. Talvez esse fato tenha contribuído para a revusa. Outro fato que me pareceu relevante é a de wue especificamente o meu cão é bem pequenininho e leve, pesa cerca de 3 kg, e, embora leve, por ele ser bem pequeno, o peso da cadeirinha ficou um pouco excessivo a ele. Das poucas vezes que ele andou forçado com a cadeirinha, era perceptível que ele fazia um esforço para puxá-la, era como um cavalo puxando uma corroça pesada! Já vi casis de cães maiores que tiveram mais facilidade, justamente por serem bem mais pesados que a própria cadeirinha e puxá-la não ser algo penoso. Como a coluna dele tinha acabado de sofrer uma grande lesão, não achei que valia a pena mantê-lo esforçando-se para puxar a cadeirinha pesada para ele. No mais, assim que as dores passara (nas primeiras semanas ele teve muita dor), ele se arrastava com muita facilidade, por ser levinho, rapidamente, com muito mais desenvoltura do que com a cadeirinha. Claro que o arraste provoca outros problemas, como ferimentos, mas tratarei disso em outra postagem. Tenho em conhecido cuja dachshund fêmea também sofre da mesma deficiência. Ele adquiriu uma cadeirinha de empresa especializada e disse que mecanicamente é muito bem feita e que valeu a pena o gasto a mais. A cachorrinha dele usa e gosta! Cada caso é um caso! A experiência do meu cachorrinho com a cadeirinha foi essa. Compraria de novo, porque só testando saberia se funcionaria ou não. Se ele fosse grandão, talvez o arraste ficasse bem dificultoso e a cadeirinha ajudasse bem mais. Hoje em dia ele vive muito bem sem a cadeirinha, com algumas adapatações, das quais falarei adiante.

ANIMAIS DEFICIENTES - Cuidados

Vou iniciar uma série sobre animais deficientes e os cuidados que devemos ter com eles. Tenho um cão paralítico de 13 anos. Ele ficou nessa condição aos 8 anos em decorrência de um problema de coluna recorrente na raça dele, dachshund. Desde então, apesar dos tratamentos que foram feitos, ele não recuperou a sensibilidade e os movimentos da parte posterior do corpo. Ele não anda, apenas se arrasta, e ficou com incontinência urinária e fecal. Hoje em dia, após alguns anos do ocorrido, a qualidade de vida dele está sob controle. Ele não sente dor. Ele praticamente se vira sozinho e não depende tanto da gente quanto quem não vivenciou essa experiência pode imaginar. Ele vive num canil adaptado, não usa cadeirinha de rodas, come bem e sempre aoresenta bons exames de saúde. Alguns probleminhas devido a idade, mas todos contornáveis. O único cuidado diário mesmo é a limpeza e troca da forragem da caminha dele, pois molha de xixi e cocô por causa da incontinência. O material que utilizo depende da época do ano, frio ou calor. Todo dia, ao final, eu faço a limpeza e troca da forragem para que ele durma sequinho, até porque durante o dia ele sai da casinha coberta, toma sol, passeia, então não fica molhado. No mais, os cuidados são como de qualquer cão, água, comida, remédios quando necessário, exames de rotina, vacibas, além de alguns cuidados extras que todo cão velhinho precisa e ele adora, como um cobertor quentinho! Vou falando aos poucos de cada detalhe!