Apesar de conviver com animais desde criança, cuidar e ser responsável por eles há mais de 30 anos e, por isto, ter muitas experiências, a atual é nova: cão idoso que chora.
Minha cachorrinha está para completar 17 anos. Meus outros não chegaram a essa idade. Aos poucos, a debilidade vai aumentando e ela começou a chorar.
É um choro meio uivo, meio rouco. Há quem diga que é uma espécie de demência, em que as funções cerebrais já não funcionam bem, pois são choros aleatórios, sem motivos (alimentada, limpa, na caminha quentinha).
Não tem sido fácil e eu não conhecia essa situação do animal idoso.
No início, imaginava ser alguma necessidade como fome, querer andar e não conseguir, querer fazer xixi ou cocô e fui tentando fazer de tudo para acalmá-la.
Até um dia que nada a fazia acalmar, ela chorou dia e noite sem parar, eu não consegui dormir, trabalhar, a exaustão tomou conta e fui falar com o veterinário se havia algo a fazer. Evitei chegar nesse momento, não gostaria de dar medicação, pelos efeitos colaterais, principalmente, no cão idoso. Mas cheguei ao meu limite de cansaço e vê-la assim desconfortável me fazia ficar mal também.
O veterinário indicou duas medicações (fluoxetina e gaba), numa dose inicial a ajustar, pois faz pouco mais de uma semana.
No primeiro dia, ela dormiu por mais de 24h, mesmo dando comida, levando fazer xixi, ela só abria o olho naqueles 5 minutos. Depois, fui ajustando e ainda estou o fazendo.
Estou pesquisando algo natural, que seria minha preferência, mas para um efeito mais rápido, a medicação alopática é mais eficiente e estava muito difícil.
Desde o início, houve uma melhora, mas ainda ela chora. Não todos os dias, mas há momentos tensos. Vamos ver se adequando a medicação estabiliza.
Também, houve uma alteração no apetite e na urina, passou a comer menos, desinteressou pela água e faz bem menos xixi. Isso era o quê eu temia, eventual prejuízo para outros órgãos, principalmente rins, pois ela já tem tendência a insuficiência renal.
Estou tentando forçar que ela beba água, ou dando na seringa, para tentar mantê-la hidratada e manter a função renal.
Não tem sido nada fácil! Mas eu estou dando todo o amor e carinho que ela merece.
Em alguns momentos, nem a medicação resolve de imediato, até porque os medicamentos escolhidos não são de efeito imediato, mas pelo uso contínuo.
Algumas vezes (poucas), ficar pertinho, fazer carinho, acariciá-la também resolve. Pode ser que essa agitação/choro tenha a ver com medo, insegurança e necessidade de afeto mesmo. Ela viveu com um irmãozinho a vida toda. Ele partiu há uns 2 anos e ela sente falta.
Quando ficou sozinha, trouxe para meu quarto (tenho vários cães), para que ela se sentisse amada, segura e não sozinha. Quando ela veio, ainda andava, fazia tudo sozinha. Hoje, não mais.
Eu só peço a Deus que cuide da vida dela, não a deixe sofrer, me dê força e sabedoria para cuidar dela até quando ela quiser ficar!
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