Sou contra a eutanásia de animais em qualquer caso. Já falei sobre algumas vezes por aqui.
Vim comentar mais uma vez, mais uma razão.
Como relatei nessa postagem, minha cachorrinha sofre de insuficiência renal e hepática. Passou cerca de 1 ano bem controlada, vida normal.
O quadro se agravou em maio de 2021. Foi internada, parou de comer sozinha, muito vômito e toda aquela situação de doenças crônicas em fases avançada.
Passou a ter que receber bastante soro diariamente, comida na boca (forçado), diarreia e sangue nas fezes, fazia xixi e cocô na caminha. Anerexia.Medicação para estômago, vômito e reposição flora intestinal. Fitoterapia para fígado já tomava.
Clinicamente falando, seria o caso de indicação de eutanásia (até em situações bem menos graves).
Entretanto, como sempre, me propus ficar com ela até o final e fazer todo o possível para lutar pela vida dela até que ela resistisse.
Adaptei uma pequena "UTI" em casa, monitando praticamente 24h, mantendo aquecida, soro etc.
Depois de uns dias muito difíceis e aparentemente irreversíveis, entrei com homeopatia.
Estudei bastante o caso por noites e noites (até porque a vida não pára e precisava trabalhar, cuidar da casa) e decidi por uma fórmula homeopática.
No primeiro dia, parecia que houve uma melhora, mas recaiu novamente.
Insisti, readaptei a fórmula e segui administrando, conforme os próprios princípios da Homeopatia ensinam.
Após uns 4 dias, ela começou a andar novamente, não fazia mais as necessidades na caminha. Levantava e procurava a grama para xixi e cocô. Chegou a empurrar portas para sair.
Parece pouca coisa, mas em estados avançados, dificilmente há alguma melhora, a tendência é piorar até parar tudo.
Então, não fazer necessidades na caminha e buscar local para isso é uma melhora significativa. É como um doente vegetativo passar a fazee por si algumas coisas.
Quando via ela ali, empurrando a porta ou aparecendo de surpresa onde eu estava tudo valia a pena.
Senti como aqueles momentos fossem presentes do Universo em forma de horas extras daquela vidinha preciosa ali meio cambaleante.
O prognóstico era péssimo. E eu não aceitei.
E vivemos aqueles momentos únicos, como brinde da vida.
Mais um pouco de amor, mais um pouco de troca, mais um pouco da missão terrena dela, mais um pouco do meu aprendizado com ela.
Se a decisão sobre a vida dela fosse outra, não haveria essa sobrevivência, essa oportunidade, esses momentos sagrados.
Acredito piamente que a decisão pela vida sempre deve prevalecer, sempre é a mais sábia e mais justa para todos.
Não é fácil decidir, independente do caminho, mas tenho certeza que vale a pena.
E já faz uma semana que ela está aqui encantando o mundo ainda.
Está fraquinha, mas me olha com o olhar mais terno do mundo.
Dorme enroladinha, parece uma anjinha.
Ouvi uns barulhos, ela estava tentando subir no sofá. Coisa mais fofa.
Aparece de vez em quando na porta do quarto como quem diz: "ei, tô aqui".
Sim, está. E será imensamente amada enquando quiser ficar. Amor.
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